PRÉMIO ANO PROFISSIONAL JÚNIOR'23 AÇORES
- Vânia Lima Pereira
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- 2 de jun.
- 2 min de leitura

De um estágio que chegou a ser considerado “impossível”, a um prémio que inicialmente não existia.
Poderia dizer que este é um post “fora de tempo”, pois recebi este prémio em 2024, mas acredito que chega no momento certo.
Em 2020, fui informada de que não seria possível realizar o estágio que pretendia - no estabelecimento prisional de Angra, por ser ilegal associar o programa Estagiar L e o APJ. Durante dois anos, dediquei-me a este processo: reuni pareceres, fundamentei a importância desta articulação e procurei demonstrar o valor de integrar um programa financiado e promovido na Região com o APJ. Após muita persistência e diálogo institucional, consegui a aprovação, o que despertou consciência coletiva para uma necessidade e levou a que tornassem legítima esta articulação para os açorianos.
No final do estágio, candidatei-me ao Prémio Ano Profissional Júnior 2022, com este vídeo que vos mostro, no link seguinte:📽️Pitch Vânia Pereira (Prémio APJ 2022)📽️, ficando classificada em segundo lugar a nível nacional, o que me deixou muito feliz.
No entanto, no decurso deste processo de reconhecimento profissional, verifiquei que existiam 4 prémios: o nacional e três regionais (Norte, Centro e Sul), não contemplando, à data, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. Nesse seguimento, apresentei à OPP a sugestão de criação de prémios específicos para as regiões autónomas, para concursos futuros.
No ano seguinte, verifiquei que essa distinção passou a existir, incluindo a possibilidade de recandidatura para premiados de anos anteriores. Recandidatei-me, sendo a única açoriana no pódio do meu ano, mas não fui aprovada nessa fase, decisão que respeitei com naturalidade, sem questionar.
Mais tarde, fui surpreendida com um contacto da OPP, para agendar a receção do referido prémio, que decorreu num âmbito privado e informal. Se no momento, tal deu aso a alguma indignação, hoje não duvido que esteve presente, quem deveria ter estado - o meu círculo próximo (a minha família)!
Podia continuar a manter este prémio privado, mas mais do que uma conquista individual, encaro-o como um passo importante para que os colegas açorianos e madeirenses possam, hoje e no futuro, ser reconhecidos profissionalmente.
Para quem considere "sorte", digo que a minha me tem dado imenso trabalho. 🤍





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